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terça-feira, 26 de julho de 2011

Royal Ascot

Já foi há um tempinho mas foi uma experiência muito gira que vale a pena partilhar.


O Royal Ascot fazia parte da minha lista de coisas a fazer desde que mudei-me para Londres. Este ano a oportunidade surgiu e organizamos um dia de mulheres (aproveitamos que tínhamos uma hen party nesse dia) para ver as corridas de cavalos mais famosas no Reino Unido. Os bilhetes foram comprados com muitas semanas de antecedência, assim como os bilhetes de comboio mas certos detalhes como a roupa a levar e levar ou não comida para o piquenique tiveram que ser decididos à última hora, pois o tempo que ia fazer aqui é sempre uma incógnita. Acabou por chover mas isso não impediu que fosse um dia bastante interessante.

Ainda na estação de Waterloo o clima de animação já era bastante e por todo o lado pessoas vestidas a rigor para o evento, mulheres de vestido (quanto mais colorido e florido melhor) sapatos altos e chapéu ou fascinator. Os homens de fato e gravata e em muito casos de fraque e cartola.

Compramos bilhetes para o Silver Ring (os mais baratos) e para dizer a verdade fiquei bastante surpreendida com o espaço. Além do relvado a beirar uma parte das pistas de cavalos, várias tendas gigantes dão apoio com várias opções de baraquinhas de comida, bebida e uma tenda com um concerto ao vivo. A grande maioria das pessoas como nós opta por fazer piquenique. Houve gente que pensou em tudo trazendo até candelabros e pratos em porcelana para os bolinhos.
 Apesar de chuva torrencial que caiu por alguns minutos duas ou três vezes e do lamaçal que se tornou algumas partes do relvado, ninguém arredou pé. Se há coisa que sempre me surpreende nos Ingleses é como eles aproveitam as actividades ao ar livre mesmo com condições adversas.

Fizemos apostas (a Kate até acertou num segundo lugar), vimos a rainha, dançamos, bebemos muito espumante e divertimo-nos imenso. Uma experiência a repetir sem dúvida!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reservar bilhetes

Londres tem uma actividade cultural muito variada. Havendo tempo, disposição e dinheiro há muito que ver e fazer, só que o grande problema é conseguir bilhetes. Normalmente, quando me apercebo de algum espectáculo que gostava de ver os bilhetes já estão esgotados. Semana passada marquei no meu calendário que os bilhetes para o bailado quebra-nozes no ROH seriam postos à venda na terça a partir das 10h. Na terça 5 minutos antes das 10h um lembrete saltou na tela do meu computador e eu passado um pouco, seriam umas 10h10, fui ao site da ROH tentar comprar bilhetes, mas o site tinha tanta gente a tentar fazer o mesmo que dava sempre erro, eram umas 11h30 quando consegui entrar na fila de espera e tinha à minha frente 1976 pessoas!!! Deixei a janela aberta, fui almoçar voltei e já passavam das 14h quando chegou a minha vez de poder acessar o website e poder escolher os bilhetes e como já era de esperar para os dias que eu queria os melhores lugares a preços acessíveis já haviam voado.
Isto só é um exemplo, já que acontece com quase tudo que é espectáculo minimamente decente, e os bilhetes nem são assim tão baratos, nem quero imaginar a guerra que seria se fossem! Isto para não falar dos eventos que esgotam completamente todos os bilhetes em horas. Ou seja além de termos que saber exactamente quando os bilhetes são postos à venda temos que ter paciência e bastante tempo para conceder aceder aos websites.

sábado, 25 de junho de 2011

Londonices na Revista Ponte

O Londonices fui um dos blogs incluídos numa reportagem que jornalista Luís Costa Pires fez sobre os blogs lusófonos na Inglaterra para a Revista Ponte. Num olhar atento ao que os blogs vão escrevendo a página online da publicação agora também faz um resumo do que o blogs vão falando e o Londonices continua a ser um dor blogues citados. Obrigado Luís pelo interesse e muito sucesso para o teu trabalho.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Cartão Caixa


Para mim um dos maiores pesadelos de mudar para o Reino Unido foi conseguir abrir uma conta bancária.... Nomalmente os bancos pedem uma factura da agua,luz, gas ou internet com o nosso nome para abrir a conta...Para se ter uma dessas factura é preciso morar em algum sitio e muitas vezes para conseguir casa ou até um quarto (depende se é privado ou por agência), é quase obrigatório ter conta bancária....como eu disse um pesadelo.
Já para nao dizer que sem conta bancária fica fazer um contrato de internet, por exemplo, para os quais a maioria das empresas obrigam a que o pagamento seja por débito directo. Isto para nao falar das taxas que se paga por fazer levantamentos com um cartão portugues.. Recentemente descobri que quem tiver conta na Caixa pode pedir um cartão de débito que permite levantar dinheiro e fazer pagamentos usando os fundos da conta de Portugal sem pagar nenhuma taxa adicional. Este pedido tem que ser feito na Caixa aqui em Londres, que fica perto da estação de Bank.
Espero que esteja dica seja útil para alguém!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Valores por semana / por mês

Apesar de quase todos os pagamentos serem mensais, quem procura casa, quase sempre depara-se com anúncios com valores semanais. Cair na tentação de multiplicar o valor por 4 é fácil mas acaba sempre por nos dar um valor abaixo do real.
Então para calcular quanto um valor semanal será em termos mensais há que multiplicar o valor semanal por 52 semanas (número de semanas por ano) e depois dividir por 12 meses.

Exemplo: se uma casa é anunciada a £150 por semana significa que terão que pagar por mês £650.

(£150 x 52 / 12= £650)

Sei que a maioria já sabe isto, mas pode ser útil para quem está a pensar mudar-se agora para o Reino Unido.

terça-feira, 17 de maio de 2011

E se eu me mudasse para Londres?

Esta pergunta deve estar a ecoar na cabeça de muitos portugueses, principalmente jovens que sem perspectivas profissionais e perante a realidade político, económica e social do país vêm como única solução para alcançarem uma vida profissional estável sair do país.

Este blog foi criado há quase 3 anos e a verdade e que só neste ano de 2011 eu já recebi mais comentários e emails com perguntas e dúvidas de quem quer deixar Portugal do que durante 2008, 2009 e 2010 juntos, reflexo da conjuntura de factores que o país vive actualmente sem dúvida.

Eu gostaria de partilhar algumas ideias e experiências sobre o facto de deixar o país onde temos a nossa família e amigos, onde temos as nossas memórias de infância e adolescência para embarcar rumo a um país que não nos diz nada, onde não conhecemos ninguém.

Eu mudei-me para Londres em Setembro de 2008 e cá estou eu sem planos imediatos para regressar, eu gosto da minha vida aqui, adoro o meu emprego e não me vejo neste momento trocar Londres por lugar nenhum. Eu adaptei-me bem à cidade e não me arrependo nem por um segundo de ter-me mudado. Mas o facto de estar bem aqui não significa que tenha sido ou que seja fácil. Eu sempre fui uma pessoa muito independente, mas mesmo assim, a família e alguns amigos mais próximos fazem imensa falta. Há momentos que eu penso, será que vale a pena estar longe? Momentos como quando a minha irmã me telefonou a dizer que a família estava reunida a comemorar o aniversário de casamento dos meus pais e só faltava lá eu e a garganta fica apertada e as palavras desaparecem.

Aqui tenho de ser eu a resolver todos os meus problemas, não tenho a minha mãe para ir o dia inteiro para as finanças resolver coisas por mim, nem o meu pai para telefonar as 3h da manhã porque um bêbado bateu no meu carro. Aqui tenho de ser eu a descobir o que significa NI Number e como fazer para o tirar e para que serve.

Os salários aqui são mais altos, mas não temos subsídio de férias nem de Natal, as rendas são muito mais caras e além disso há despesas como as viagens obrigatórias (tipo no Natal ou casamento de amigos). É preciso fazer bem as contas para ter-se a certeza que realmente a mudança vai valer a pena monetariamente.

O que eu quero dizer com toda esta lengalenga é que há que ponderar muito bem o que involve mudar de país. Londres tem mais oportunidades? Tem. Londres culturalmente é imbatível? É. Mas será que isso compensa todas as outras coisas que temos que abdicar? Será que não será melhor ter um emprego menos bom, mas estarmos no nosso país, com o carinho da familia e amigos a disfrutar de dias de sol gloriosos com um céu azul frequentemente.

Além disso quem gosta de Londres não só gosta vicia e mesmo que a vontade de ir embora exista e que um dia mudemos ficaremos para sempre com o nosso coração dividido.

sábado, 14 de maio de 2011

Daffodils

O Inverno como se sabe nesta cidade é longo, frio e escuro. Se até Dezembro temos toda a animação do Natal para nos distrair, quando chega Janeiro parece que o tempo estagna e o mês se arrasta, Fevereiro é um mês curto mas parece que nunca chega ao fim e Março apesar de oficialmente marcar a chegada da Primavera na maior parte das vezes continua tão frio e escuro como os meses anteriores. Então entra o horário de Verão, os dias tornam-se maiores e aos poucos dias de sol e com temperaturas acima dos 10º começam a surgir. Mas é quando por todos os lados salpicos de amarelos se avistam é que eu sinto mesmo que o Inverno ficou para trás. Narcisos (daffodils) amarelos começam a brotar por todos os lados, nos parques, nos jardins e nos vasos dos parapeitos das janelas, vendem-se aos molhos nos supermecados e os pubs usando garrafas vazias como jarra enfeitam as mesas com as flores amarelas. É impossível não reparar neles para quem visita Londres na Primavera, pois estão literalmente por todo o lado.
Este post pouco vem um pouco atrasado porque este ano a Primavera já chegou há bastante tempo e com grande surpresa tem-se mantido proporcionado dias ensolarados e temperaturas agradáveis desde o fim de Março. Em Abril com 4 feriados em 3 semanas (ano excepcional, isto nunca acontece!), foram muitas as pessoas que marcaram férias rumo a países mais quentes, mas este ano a verdade é que quem ficou por Londres pôde aproveitar muito mais o bom tempo, já que em Londres o tempo esteve óptimo e em países como Portugal e Espanha choveu e as temperaturas não estiveram tão amenas como se esperava. Eu própria fui para o Porto e levei com 5 dias de chuva enquanto quem ficou em Londres aproveitou imenso o bom tempo nos parques ou com um barbecue.
A Primavera é sem dúvida a minha estação preferida em Londres, é como se a cidade renascesse das cinzas. As pessoas tornam-se mais alegres, as ruas enchem-se de pessoas que do lado exterior de pubs e bares bebem e conversam por horas, cada milímetro de espaço verde enche-se com gente que descansa ou almoça sentada na relva. As conversas mais recorrentes são sobre quando será o próximo barbecue ou qual será o parque a visitar no próximo fim de semana. Adoro também a Primavera porque é quando todos os jardins na cidade se enchem das minhas flores favoritas, as tulipas. Eu não sei como eles fazem isso, mas de repente todos os jardins enchem-se de tulipas, de todas as cores e algumas enormes.
O Inverno é longo, mas é só chegar a Primavera e eu já nem me lembro o quanto foi frio ou escuro, pelo menos até Setembro.